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Trump confirma a manutenção de operações contra a imigração irregular em rodovias dos Estados Unidos

15 de Julho de 2026 às 15:05

Donald Trump confirmou a continuidade das operações da polícia migratória (ICE) contra a imigração irregular em rodovias. A medida ocorre após a suspensão temporária de atividades motivada por duas mortes recentes de cidadãos colombiano e mexicano

Trump confirma a manutenção de operações contra a imigração irregular em rodovias dos Estados Unidos
REUTERS/Jonathan Ernst

O presidente Donald Trump confirmou, nesta quarta-feira (15), que a polícia migratória dos Estados Unidos (ICE) manterá as operações de combate à imigração irregular em rodovias. A decisão ocorre após um período de suspensão dessas atividades, determinado pelo Departamento de Segurança Interna (DHS), órgão ao qual o ICE é subordinado, em resposta à repercussão de duas mortes recentes.

Mortes em operações e investigações

A suspensão temporária das ações nas estradas foi motivada por incidentes fatais envolvendo agentes federais. Na última segunda-feira, um colombiano de 26 anos foi morto a tiros no estado do Maine. Na semana anterior, um mexicano que residia em Houston, Texas, também morreu em operação. Em ambos os episódios, os agentes alegaram que os disparos foram necessários porque os homens tentaram fugir utilizando veículos.

O DHS instaurou investigações internas para apurar as circunstâncias de ambos os casos.

Reações internacionais e políticas

O governo da Colômbia, por meio do presidente Gustavo Petro, classificou a morte do cidadão colombiano como um assassinato. Já o governo mexicano informou que apresentará denúncias criminais contra a administração americana, relatando que 17 cidadãos mexicanos morreram em ações de detenção e deportação desde que Trump retornou ao poder, em 2025.

No plano interno, Trump rejeitou a possibilidade de encerrar as operações, afirmando que a "Esquerda Radical Democrata" desejaria tal medida, mas que isso não aconteceria sob sua gestão.

Conflitos institucionais e sociais

A atuação do ICE tem gerado atritos em estados-santuário, onde governos locais se recusam a colaborar com as autoridades federais em operações migratórias. A oposição democrata argumenta que o órgão extrapola suas competências e que as batidas prejudicam inclusive imigrantes com documentação regular.

O histórico de operações em larga escala inclui outras vítimas fatais, além de estrangeiros. Em janeiro, a morte de dois ativistas, Renee Good e Alex Pretti, em Minneapolis, já havia forçado o ICE a alterar sua estratégia de atuação.

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