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Trump sugere que Canadá pague custos de incêndios florestais por meio de tarifas comerciais

17 de Julho de 2026 às 18:03

Donald Trump culpou o governo do Canadá por incêndios florestais que devastaram 2,8 milhões de hectares e prejudicaram a qualidade do ar nos Estados Unidos. O presidente americano pretende questionar as estratégias de Ottawa e sugeriu a cobrança de custos via tarifas. Atualmente, o CIFFC registra 897 focos ativos

Trump sugere que Canadá pague custos de incêndios florestais por meio de tarifas comerciais
Angela Weiss/AFP

Donald Trump atribuiu ao governo do Canadá a responsabilidade pelos incêndios florestais que afetam a região, alegando que a negligência canadense na preservação de áreas verdes ao longo dos anos tem causado prejuízos de bilhões de dólares aos Estados Unidos. Em publicação nas redes sociais nesta sexta-feira (17), o presidente americano afirmou que pretende contatar o primeiro-ministro Mark Carney para questionar as estratégias de Ottawa no combate às chamas.

Trump sugeriu que os custos gerados pela poluição decorrente dos incêndios sejam incorporados às tarifas que o Canadá já paga atualmente.

Impacto ambiental e qualidade do ar

A fumaça proveniente dos focos de incêndio, transportada pelos ventos, causou a deterioração extrema da qualidade do ar em Toronto e no leste dos Estados Unidos. De acordo com a empresa suíça IQAir, as cidades de Detroit, Chicago e Washington figuraram entre as mais poluídas do mundo por volta das 14h desta sexta-feira.

Dados sobre as queimadas

O Centro Interagências Canadense de Incêndios Florestais (CIFFC) contabiliza 897 focos ativos, dos quais 207 estão fora de controle. O avanço do fogo acelerou drasticamente na última semana: enquanto no dia 10 de maio o total de área consumida era de quase 1,6 milhão de hectares, os dados oficiais do governo federal canadense agora apontam que 2,8 milhões de hectares foram devastados desde o início do ano.

Embora a temporada atual seja menos intensa que as de 2023 e 2025, o prolongamento dos incêndios é reflexo das mudanças climáticas e de uma onda de calor no hemisfério norte que dificulta a extinção das chamas. Tais evidências científicas contrastam com a postura de Trump, que já classificou o aquecimento global como uma farsa em discurso realizado na ONU no ano passado.

Com informações de G1

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