Avaliação do governo Lula permanece estável com predominância de percepções negativas em pesquisa Datafolha
Pesquisa do Datafolha indica estabilidade na avaliação do governo Lula, com 38% de percepções negativas e 32% positivas. O presidente lidera simulações eleitorais contra Flávio Bolsonaro, com 40% no primeiro turno e 48% no segundo. O levantamento ocorreu durante a implementação de tarifas de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros
A avaliação do governo Lula apresenta estabilidade, com a predominância de percepções negativas, conforme aponta levantamento do Datafolha divulgado nesta sexta-feira (24). Os dados indicam que 38% dos entrevistados consideram o desempenho da gestão ruim ou péssimo, índice idêntico ao registrado na pesquisa de 20 de junho.
No cenário oposto, 32% dos participantes avaliam a gestão como ótima ou boa, mantendo a marca do levantamento anterior. Já a classificação regular foi atribuída por 28%, enquanto 1% dos respondentes não souberam opinar.
Aprovação e Cenário Eleitoral
No quesito de aprovação geral, o índice de concordância com a gestão atual é de 49%, contra 48% de desaprovação e 3% de indecisos.
Em simulações de disputa eleitoral, o presidente Lula lidera em ambos os cenários:
- Primeiro turno: Lula aparece com 40%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 32%.
- Segundo turno: A vantagem do presidente é de 48% contra 43% do senador.
Impacto de Tarifas dos Estados Unidos
O levantamento coincide com a implementação de novas taxas de importação impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O governo americano oficializou, em 15 de julho, a aplicação de um tarifaço de 25%, medida que entrou em vigor no dia 22 de julho, data que marca o início da coleta de dados da pesquisa.
A decisão ocorreu após movimentações de Flávio Bolsonaro em território americano, que incluiu uma reunião com o presidente Donald Trump na Casa Branca, o envio de uma carta oficial e a participação em audiência pública no Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). Nessas ocasiões, o senador solicitou o adiamento da aplicação das tarifas.
O presidente Lula atribuiu a responsabilidade pelas taxas às articulações de Flávio Bolsonaro, classificando a medida como uma afronta à soberania do Brasil.
Metodologia
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre 22 e 24 de julho, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01166/2026.