Política

Fernando Haddad defende a manutenção de impostos sobre compras internacionais de até 50 dólares

01 de Junho de 2026 às 06:04

Fernando Haddad defende a manutenção de impostos sobre compras internacionais de até US$ 50 para garantir a isonomia comercial. O petista criticou a gestão de Tarcísio de Freitas em São Paulo e sugeriu eleições prévias no PT para a sucessão presidencial de 2026

Fernando Haddad (PT-SP) defende a manutenção de impostos sobre compras internacionais de até US$ 50, a chamada "taxa das blusinhas", e argumenta que a medida é necessária para garantir a isonomia entre o comércio físico e o virtual. Em entrevista à BBC News Brasil, o ex-ministro da Fazenda afirmou que não mudou de opinião sobre o tema, corroborando a visão da Confederação Nacional da Indústria (CNI) — que atribui a preservação de 135 mil empregos à medida em abril — e de governadores que mantiveram a cobrança do ICMS sobre esses produtos.

Haddad direcionou críticas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), alegando que a gestão estadual é precária em diversas áreas. O petista citou a situação das escolas públicas e a privatização da Sabesp e da Emae, classificando a venda da companhia de saneamento como um "escândalo" devido a supostas irregularidades nos preços das ações e no envolvimento do Banco Master. Sobre a segurança pública, Haddad afirmou possuir um plano avançado para combater o crime organizado, focando na cooperação com a Polícia Federal, Receita Federal e Coaf, e criticou Tarcísio por boicotar a PEC de Segurança Pública proposta pelo governo federal.

No cenário eleitoral, Haddad busca reverter a desvantagem apontada por levantamento da Quaest de abril, que atribuía 38% das intenções de voto a Tarcísio e 26% ao petista. Ele já realiza visitas ao interior do estado e a universidades, embora a definição de seu candidato a vice-governador esteja prevista apenas para meados de junho.

Sobre a sucessão presidencial no PT para 2026, Haddad evitou dar nomes definitivos, mas sugeriu a realização de eleições prévias entre os filiados para escolher o sucessor de Lula, modelo utilizado apenas uma vez na história do partido, em 2002.

No campo econômico, o ex-ministro defendeu a gestão fiscal do governo federal, afirmando que o déficit nominal é influenciado por juros elevados e heranças orçamentárias. Ele destacou a aprovação de 77 projetos de lei em sua gestão na Fazenda, incluindo a reforma tributária, e atribuiu a baixa popularidade do presidente Lula a fatores como a desinformação em redes sociais e o impacto de apostas online no orçamento das famílias.

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