Haddad lança livro que critica modelo capitalista atual
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, lançou o livro "Capitalismo Superindustrial" em São Paulo. O trabalho aborda temas como acumulação primitiva de capital e novas configurações de classe. Durante o evento, Haddad discutiu a desigualdade no Brasil e avaliou que ela continuará aumentando se não houver intervenção do Estado nos efeitos do desenvolvimento capitalista
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, lançou seu livro "Capitalismo Superindustrial" na capital paulista. O trabalho discute os processos que levaram ao modelo global atual de capitalismo superindustrial e aborda temas como a acumulação primitiva de capital e as novas configurações de classe.
Durante o evento, Haddad afirmou que o Estado foi entregue aos fazendeiros após a abolição da escravidão. Ele também destacou que a democracia no Brasil é problemática e frágil porque contesta o status quo do poder econômico e político dominantes.
O livro reúne estudos sobre economia política realizados por Haddad nos anos 1980 e 1990, revisados e ampliados. Ele discute também os desafios colocados pela ascensão da China como potência global.
Haddad avaliou que a desigualdade vai continuar aumentando no Brasil. Segundo ele, quando o Estado mitiga os efeitos do desenvolvimento capitalista, as tensões sociais diminuem. No entanto, deixada à própria sorte, essa dinâmica leva a uma desigualdade absoluta.
Ele também destacou que as revoluções no Oriente foram antissistêmicas e antiimperialistas ao contrário do que aconteceu na América e no Leste Europeu. Haddad avalia que esses processos tiveram um avanço nas forças produtivas, mas não alcançaram os objetivos ideológicos dos líderes revolucionários.
Durante o evento, houve uma discussão com Celso Rocha de Barros e mediação de Lilia Schwarcz. O lançamento do livro é mais um passo na busca por entender as dinâmicas econômicas atuais e os desafios para a sociedade brasileira.
Durante o evento, Haddad afirmou que o Estado foi entregue aos fazendeiros após a abolição da escravidão. Ele também destacou que a democracia no Brasil é problemática e frágil porque contesta o status quo do poder econômico e político dominantes.
O livro reúne estudos sobre economia política realizados por Haddad nos anos 1980 e 1990, revisados e ampliados. Ele discute também os desafios colocados pela ascensão da China como potência global.
Haddad avaliou que a desigualdade vai continuar aumentando no Brasil. Segundo ele, quando o Estado mitiga os efeitos do desenvolvimento capitalista, as tensões sociais diminuem. No entanto, deixada à própria sorte, essa dinâmica leva a uma desigualdade absoluta.
Ele também destacou que as revoluções no Oriente foram antissistêmicas e antiimperialistas ao contrário do que aconteceu na América e no Leste Europeu. Haddad avalia que esses processos tiveram um avanço nas forças produtivas, mas não alcançaram os objetivos ideológicos dos líderes revolucionários.
Durante o evento, houve uma discussão com Celso Rocha de Barros e mediação de Lilia Schwarcz. O lançamento do livro é mais um passo na busca por entender as dinâmicas econômicas atuais e os desafios para a sociedade brasileira.