Israel realiza onda ampla de ataques contra Beirute e sul do Líbano em resposta aos lançamentos do Hezbollah
Forças de Defesa de Israel realizaram ataques em Beirute e sul do Líbano após Hezbollah lançar mísseis e drones contra o país. A FDI afirmou que os ataques visavam operações militares, quartéis-generais e infraestrutura terrorista. O presidente libanês condenou a atuação do Hezbollah por minar esforços para manter o país longe dos conflitos militares
LÍBANO - O grupo político-militar Hezbollah lançou ataques com mísseis e drones contra Israel na segunda-feira (2), marcando o retorno das hostilidades após um cessar-fogo negociado em novembro do ano passado. Em resposta, as Forças de Defesa de Israel anunciaram a realização de uma primeira onda ampla de ataques em Beirute e no sul do Líbano.
A declaração oficial da FDI afirmou que os ataques visavam importantes operações militares, quartéis-generais e infraestrutura terrorista. Além disso, a agência também informou sobre o início de evacuação de civis no sul do país antes dos novos ataques.
O Hezbollah reagiu à situação afirmando que Israel não pode continuar sua agressão sem uma resposta adequada para cessar as hostilidades e se retirar das áreas ocupadas. O grupo também defendeu a necessidade de pôr fim à agressão israelense-americana contra o Líbano.
O presidente do Líbano, Josefh Aoun, condenou a atuação do Hezbollah afirmando que os ataques minam esforços para manter o país longe dos conflitos militares. Ele também alertou sobre as consequências de se utilizar o território libanês como plataforma para guerras por procuração.
A atual fase da guerra entre Israel e o Hezbollah tem suas raízes nas hostilidades em Gaza, mas remonta a 1978 quando os militares israelenses invadiram o Líbano. Desde então, houve várias campanhas militares de Israel contra o país árabe.
A ocupação militar do sul do Líbano por parte de Israel durou até 2000, e desde então ocorreram três outras campanhas: em 2006, que matou mais de 10 mil civis; em 2009; e em 2011. A história entre a resistência libanesa e o Estado israelense é complexa e tem suas raízes nas décadas anteriores.
A situação atual no Líbano coloca novamente os países envolvidos diante de um desafio, com consequências potencialmente graves para a região.