Lula lidera intenções de voto contra Flávio Bolsonaro em nova pesquisa da Quaest
Pesquisa Quaest indica vantagem para Luiz Inácio Lula da Silva, com 44% das intenções de voto, contra 38% de Flávio Bolsonaro para o segundo turno. O levantamento aponta que 65% dos entrevistados consideram erro a solicitação de verba para a produção do filme Dark Horse
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O cenário eleitoral para o segundo turno apresenta vantagem para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que detém 44% das intenções de voto contra 38% de Flávio Bolsonaro (PL), conforme levantamento da Quaest divulgado nesta quarta-feira (10). Os dados geraram alerta no Partido Liberal, embora a cúpula da oposição considere que o candidato mantém um piso eleitoral sólido, exemplificado pelos 29% de preferência no primeiro turno, frente aos 39% do petista.
A análise interna do PL atribui o desgaste na imagem de Flávio Bolsonaro a dois pontos centrais: a relação com o banqueiro Daniel Vorcaro e a implementação de novas tarifas impostas pelo governo de Donald Trump após a visita do senador à Casa Branca. Sobre a questão tarifária, 47% dos entrevistados concordam com a tese de que Flávio teria solicitado a aplicação dessas taxas contra o Brasil, enquanto 35% apoiam a versão do senador, que afirma ter pedido a Trump a não importação de novos impostos. Outros 18% não opinaram.
A pesquisa também abordou a divulgação de mensagens e áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro, incluindo a visita à residência de Vorcaro e o repasse de R$ 61 milhões para a produção do filme *Dark Horse*, obra sobre Jair Bolsonaro. Nesse contexto, 65% dos participantes consideram que o senador errou ao solicitar dinheiro ao dono do Banco Master para financiar a produção.
Outro ponto de divergência identificado no levantamento refere-se à classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas; a percepção majoritária é de que tal definição deveria partir do governo brasileiro, e não dos Estados Unidos.
Paralelamente, integrantes do Planalto e da oposição interpretam os números como coerentes com a conjuntura econômica. O governo federal implementou medidas de isenção de imposto de renda e o programa de renegociação de dívidas "Desenrola 2.0", cujos reflexos positivos no endividamento da população começam a impactar a percepção do eleitorado em ano eleitoral.