Lula retoma liderança entre eleitores independentes e cresce entre evangélicos em nova pesquisa Quaest
Pesquisa Quaest indica alta na aprovação de Lula entre independentes e evangélicos, enquanto Flávio Bolsonaro registra queda nesse segmento. O governo atribui os resultados à estratégia de comunicação, enquanto o senador do PL busca reverter a tendência negativa
A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva interpreta os dados da pesquisa Quaest, divulgada nesta terça-feira (10), como uma validação da estratégia de vincular a imagem de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro e aos riscos de novos aumentos de tarifas impostos pelo governo de Donald Trump ao Brasil. O levantamento indica uma oscilação positiva para o presidente e um recuo para o senador do PL.
No Palácio do Planalto, os resultados são vistos como um sinal de recuperação da popularidade presidencial, embora a reprovação ainda supere a aprovação, com 48% contra 47%. Um ponto de destaque para o governo é a retomada da liderança de Lula entre os eleitores independentes, segmento que saltou de 29%, em maio, para 37% no cenário atual. Paralelamente, Flávio Bolsonaro perdeu espaço nesse grupo, caindo de 31% para 24% após os desdobramentos do caso Vorcaro e as ameaças tarifárias dos Estados Unidos.
Outro avanço registrado foi o crescimento de cinco pontos percentuais na aprovação de Lula entre os evangélicos, grupo que historicamente representa um desafio para o petista. Diante desse cenário, aliados do governo, como o deputado federal Rogério Correia (PT-MG), defendem a manutenção da linha de comunicação para ampliar a vantagem nas pesquisas, enquanto o núcleo governista projeta que 2026 será o "ano da colheita" das políticas públicas e medidas econômicas implementadas.
Já no PL, a equipe de Flávio Bolsonaro admite a necessidade de reverter a pauta negativa das últimas semanas para interromper a queda gradual de intenções de voto. Apesar disso, o senador mantém a segunda posição, com distância considerável dos demais concorrentes. Aliados de Flávio ressaltam que outros nomes de direita, como Romeu Zema e Ronaldo Caiado, não apresentaram melhora em seus índices.
Um dado que gera preocupação no campo bolsonarista é a dispersão da direita não-bolsonarista. Nos cenários de primeiro turno, esse grupo começou a migrar para outros nomes, com Renan Santos atingindo 11% da preferência, seguido por Lula, com 10%, e Ronaldo Caiado, com 6%.