Política

Ministério da Fazenda ajusta previsão do PIB brasileiro para 2,3% em 2026

09 de Fevereiro de 2026 às 06:35

O Ministério da Fazenda atualizou suas previsões econômicas e prevê que o PIB crescerá 2,3% este ano, após ajuste em 0,1 ponto percentual. A inflação deve cair para 3,6% em 2026. O crescimento do setor agropecuário foi reduzido devido a uma safra recorde no ano passado

O Ministério da Fazenda ajusta suas expectativas econômicas e reduz a estimativa do crescimento brasileiro em 0,1 ponto percentual para este ano. A previsão agora é de um aumento de 2,3% no Produto Interno Bruto (PIB), conforme o Boletim Macrofiscal divulgado pela Secretaria de Política Econômica (SPE). Além disso, a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve cair para 3,6% em 2026.

Segundo o documento da SPE, essa redução na estimativa do crescimento econômico se deve à desaceleração significativa no setor agropecuário após uma safra recorde em 2025. No entanto, a expansão da indústria e dos serviços compensa parcialmente esse declínio.

A SPE também projeta estabilidade no ritmo de crescimento para o ano que vem, além de continuidade na desinflação, o que permitiria uma redução nos juros básicos. O Comitê de Política Monetária (Copom) já confirmou a intenção de começar a reduzir os juros em março caso a inflação permaneça sob controle e não haja surpresas no cenário econômico.

O maior nível da taxa Selic desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano, está pressionando o governo para agir. O Copom também destacou que a redução dos juros deve começar na reunião de março se as condições econômicas permanecerem favoráveis.

A SPE ainda destaca os principais riscos para o cenário de 2026, incluindo intensificação das tensões geopolíticas e comerciais, além da desaceleração mais pronunciada da economia chinesa. Além disso, um recrudescimento das tensões geopolíticas pode enfraquecer ainda mais o dólar e aumentar a volatilidade financeira internacional.

A projeção de inflação para 3,6% em 2026 é baseada na expectativa de que os preços ainda se beneficiem com o excesso de oferta global de bens e combustíveis. Além disso, os efeitos defasados do enfraquecimento recente do dólar e da política monetária devem ajudar a controlar a inflação.

A redução na estimativa do crescimento econômico reflete as mudanças no cenário global e nacional que estão afetando o desempenho da economia brasileira. A SPE está monitorando essas tendências e ajustou suas previsões para atender às necessidades de estabilidade econômica.

A perspectiva de uma redução nos juros básicos é um sinal positivo, pois deve ajudar a controlar a inflação e estimular o crescimento econômico. No entanto, as tensões geopolíticas e comerciais continuam sendo um risco significativo para o cenário econômico.

A SPE está trabalhando em estreita colaboração com os outros órgãos do governo para garantir que a economia brasileira continue crescendo de forma sustentável. Além disso, estão monitorando as tendências globais e ajustando suas previsões para atender às necessidades da economia nacional.

A perspectiva de uma estabilidade no ritmo de crescimento e continuidade na desinflação é um sinal positivo para a economia brasileira. No entanto, os riscos persistentes devem ser monitorados continuamente para garantir que as previsões sejam ajustadas conforme necessário.

A redução da inflação deve ajudar a controlar os juros básicos e estimular o crescimento econômico. Além disso, a perspectiva de estabilidade no ritmo de crescimento é um.

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