Política

Mulheres de presos políticos iniciam greve de fome em Caracas após promessa não cumprida

18 de Fevereiro de 2026 às 12:03

Dez mulheres familiares de presos políticos iniciaram greve de fome em Caracas, completando 96 horas sem alimento, para exigir a libertação dos detidos. Elas estão apoiando seus familiares que estão presos há mais de 120 horas e enfrentam dificuldades para obter atendimento médico adequado. A medida extrema é resultado do descumprimento da promessa de liberdade feita pelo presidente do parlamento, Jorge Rodríguez

Em meio a um clima de tensão política no Venezuela, dez mulheres familiares de presos políticos iniciam greve de fome para exigir liberdade dos detidos. Elas completaram 96 horas sem alimento e estão acampadas nos arredores da unidade policial em Caracas.

A medida extrema foi motivada pelo descumprimento do presidente do parlamento, Jorge Rodríguez, que havia prometido a libertação de todos os presos políticos assim que a lei de anistia fosse aprovada. No entanto, essa promessa não se concretizou.

A ONG Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos denunciou que policiais impediram a entrada de soro para os detidos sem explicação alguma. Além disso, as manifestantes enfrentam dificuldades em obter atendimento médico adequado.

O grupo de mulheres está apoiando seus familiares, muitos dos quais estão presos há mais de 120 horas. Elas permanecem deitadas sobre colchões no local da greve e fazem um chamado para a liberdade geral.

A situação política no Venezuela é marcada por tensão desde que os Estados Unidos sequestraram o presidente Nicolás Maduro em uma operação militar em Caracas. A presidente Delcy Rodríguez assumiu o cargo após esse evento e anunciou um "novo momento político" para a nação.

A libertação de 17 detidos foi anunciada no sábado, mas as famílias continuam pressionando pelo fim da situação de prisão política. As mulheres em greve de fome reafirmam seu compromisso com a causa e esperam que suas vozes sejam ouvidas pelas autoridades.

A atenção internacional está focada no caso, com ativistas como Diego Casanova denunciando as violações dos direitos humanos. A situação é considerada um exemplo da luta pela liberdade e justiça na Venezuela.

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