Política

O autoritarismo global: 72% da população mundial vive sob regimes ditatoriais, de acordo com HRW

09 de Fevereiro de 2026 às 06:32

Um relatório da Organização Não-Governamental Human Rights Watch (HRW) alerta sobre o aumento do autoritarismo em mais de 100 países, incluindo os Estados Unidos. A HRW culpa a administração Trump por reduzir responsabilidades governamentais e atacar independência judicial. O relatório também destaca que 72% da população mundial vive sob regimes autoritários

Um relatório alarmante da Organização Não-Governamental Human Rights Watch (HRW) aponta o aumento do autoritarismo em mais de 100 países, incluindo os Estados Unidos. O documento destaca que as salvaguardas e proteções dos direitos humanos estão sendo devastadas pelo presidente Donald Trump e pelo crescente autoritarismo.

Segundo a HRW, a situação foi impulsionada sobretudo pelos EUA e, em particular, por Donald Trump, que reduziu a responsabilização do governo, atacou a independência judicial e desrespeitou ordens judiciais. Além disso, o atual mandatário tem usado o poder do governo para intimidar adversários políticos e meios de comunicação social.

A política externa da administração Trump também é criticada pelo diretor executivo da HRW: "Alegando um risco de apagamento civilizacional na Europa, a Administração Trump adotou políticas e retórica que se alinham com a ideologia nacionalista branca". A ONG se refere às ações do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE), cujos agentes usam "força excessiva, aterrorizando comunidades".

O relatório destaca também que os esforços da China e da Rússia para enfraquecer a ordem global baseada em regras têm enormes repercussões em todo o mundo. A HRW pede às democracias que formem "uma aliança estratégica" para preservar a ordem internacional baseada em regras.

A onda de autoritarismo não é apenas uma questão dos EUA, mas sim um problema global. Segundo a HRW, 72% da população mundial vive atualmente sob regimes autoritários. A Rússia e a China são menos livres hoje do que há 20 anos.

Diante desse cenário alarmante, a organização internacional apela à união dos Estados que valorizam os direitos humanos para tornar-se uma força política poderosa e um bloco econômico substancial.
Com informações de Agência Brasil - Internacional

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