PL articula apoio de Republicanos e de federação União-PP para a chapa de Flávio Bolsonaro
O PL tenta articular apoio do Republicanos e da federação União-PP para a chapa de Flávio Bolsonaro, mas os partidos sinalizam neutralidade nacional. A definição da chapa foi adiada para sábado (25), data da convenção do PL
O PL busca articular apoio nacional do Republicanos e da federação União-PP para compor a chapa do senador Flávio Bolsonaro, que ainda não definiu o nome para a vice-presidência. A estratégia visa ampliar o tempo de propaganda no rádio e na televisão no primeiro turno, além de evitar um possível isolamento político do senador.
Apesar das tentativas, os partidos sinalizam neutralidade em nível nacional, delegando aos diretórios estaduais a decisão sobre qual candidato apoiar. Diante desse cenário, o coordenador de campanha de Flávio, senador Rogério Marinho, adiou a definição da chapa para o próximo sábado (25), data da convenção nacional do PL.
Negociações com o Republicanos
Embora haja resistência interna, o Republicanos mantém conversas com o PL, mas condiciona a entrada na coligação ao apoio do PL a candidaturas do partido em diversos estados.
- Mato Grosso: O PL resiste em abrir mão da candidatura de Wellington Fagundes para apoiar a reeleição de Otaviano Pivetta. Fagundes confirmou que sua candidatura será homologada nesta quarta-feira (21).
- Roraima: Há impasse sobre a governança do estado, onde Soldado Sampaio (Republicanos) governa enquanto a candidatura de Arthur Henrique (PL) segue sub judice.
- Acre: O Republicanos deseja o apoio do PL para a candidatura do senador Alan Rick ao governo. Contudo, o PL sinaliza apoio à recondução de Mailza Assis (PP), decisão possivelmente influenciada pelo senador Márcio Bittar.
- Espírito Santo: Houve avanço para que Lorenzo Pazolini concorra ao governo com apoio a Maguinha Malta para o Senado, embora a movimentação tenha causado o afastamento do PSD, gerando descontentamento na cúpula do Republicanos.
Caso a coligação se concretize, o nome de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa, surge como a principal opção do Republicanos para a vice.
Posicionamento da Federação União-PP
A tendência da federação União Brasil e Progressistas é manter a independência no primeiro turno, priorizando a eleição de bancadas expressivas na Câmara e no Senado. Interlocutores da federação avaliam que a aliança com o PL não tem sido vantajosa em diversos estados, citando a candidatura de Pedro Lucas (União) ao Senado pelo Maranhão.
No Sul, a percepção é de que Flávio Bolsonaro perde força entre eleitores ligados ao setor produtivo devido ao impacto do tarifaço. Entre os nomes citados para a vice por parte do PP estão as deputadas Simone Marquetto e Clarissa Tércio, além da senadora Tereza Cristina, que já negou a possibilidade nos bastidores.
Cenário no Rio de Janeiro e São Paulo
Apesar da neutralidade nacional, as decisões estaduais variam. Em São Paulo, Flávio recebeu apoio da federação União-PP durante a convenção que confirmou Guilherme Derrite ao Senado.
Já no Rio de Janeiro, o cenário é de instabilidade. O ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa (PP), desistiu da vaga de vice na chapa de Douglas Ruas, alegando motivos pessoais. O PP não descarta apoio futuro, mas a decisão final depende de conversa com o presidente da federação, Antonio Rueda. Paralelamente, o Republicanos confirmou o lançamento de Anthony Garotinho para o governo do estado, com convenção marcada para sábado (25).