Rodrigo Pacheco critica decisão dos Estados Unidos de classificar facções brasileiras como organizações terroristas
O senador Rodrigo Pacheco criticou a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. O parlamentar defendeu a soberania brasileira e afirmou que encerrará sua trajetória política em 2027
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O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) manifestou discordância em relação à decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Durante evento do grupo Lide, em São Paulo, o parlamentar argumentou que a medida banaliza o conceito de terrorismo, destacando que tais facções buscam prioritariamente o lucro por meio de crimes, o que as distingue de grupos terroristas tradicionais.
A posição de Pacheco ocorre após o Departamento de Estado norte-americano anunciar a intenção de incluir as duas organizações na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras a partir de 5 de junho. O anúncio foi precedido por reuniões do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o presidente Donald Trump e o secretário de Estado, Marco Rubio, que apoiou a iniciativa. Para o senador mineiro, a classificação não representa necessariamente uma ajuda e a tratativa deve ser conduzida pelo Ministério das Relações Exteriores. Pacheco reforçou a soberania do Estado brasileiro, rejeitando que a medida sirva de pretexto para intervenções estrangeiras e defendendo que o combate ao crime organizado seja feito via legislação nacional e Constituição.
Ainda durante a agenda na Casa Lide, que contou com a presença dos parlamentares Adriana Ventura (Novo-SP) e Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) em painéis sobre inovação e tecnologia, Rodrigo Pacheco reafirmou que encerrará sua trajetória política em 2027, ao fim de seu mandato no Senado. O senador descartou candidaturas ao governo de Minas Gerais ou uma eventual indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF), declarando sentir-se realizado após 12 anos de vida pública, incluindo a presidência do Congresso Nacional.
Questionado sobre a crise envolvendo Flávio Bolsonaro e o proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, Pacheco defendeu a separação entre esferas políticas e judiciais. O parlamentar enfatizou a necessidade de responsabilidade na análise de fatos surgidos em períodos eleitorais, ressaltando a importância do devido processo legal, do contraditório e da presunção de inocência para qualquer pessoa sob investigação.
Sobre a proposta de fim da escala de trabalho 6x1, o senador afirmou que a pauta já foi assimilada pela sociedade e pelo Congresso Nacional. Pacheco indicou que cabe agora ao Senado avaliar possíveis aprimoramentos no texto, embora a definição de sua possível relatoria na Casa ainda seja objeto de cotações externas.