Rogério Marinho nega que Flávio Bolsonaro esteja mimetizando a postura agressiva de Jair Bolsonaro
Rogério Marinho negou que Flávio Bolsonaro esteja mimetizando a postura de Jair Bolsonaro, atribuindo o tom combativo do senador a indignações sobre a divulgação de honorários advocatícios de R$ 500 mil. O pré-candidato também questionou a segurança das urnas eletrônicas, afirmação desmentida pela Justiça Eleitoral
Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, refutou a tese de que o senador esteja alterando seu comportamento para mimetizar a postura agressiva de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração ocorre em meio a desgastes políticos causados por desdobramentos do caso Master e crises envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Reações a investigações e conduta pública
Embora aliados tenham notado a adoção de um estilo mais combativo em eventos e gravações, Marinho atribuiu a mudança de tom a uma indignação pontual. O senador reagiu, especificamente, à divulgação de que teria recebido R$ 500 mil por serviços advocatícios prestados a uma empresa supostamente vinculada a Daniel Vorcaro.
Em vídeo publicado na última terça-feira (22), Flávio Bolsonaro negou qualquer irregularidade na prestação de consultoria e classificou a exposição dos fatos como uma "divulgação seletiva". Esse conteúdo apresenta características semelhantes às lives realizadas por Jair Bolsonaro durante seus períodos eleitorais.
Questionamentos sobre o sistema eleitoral
A postura do pré-candidato também gerou controvérsias em agenda com diplomatas, onde ele afirmou que o Brasil utilizaria urnas eletrônicas de uma empresa investigada por fraudes nas eleições da Venezuela. A informação foi desmentida pela Justiça Eleitoral.
Ao comentar o episódio, Rogério Marinho justificou que as falas do senador tiveram como objetivo defender a ampliação da fiscalização e o aperfeiçoamento do sistema de votação.
Articulações partidárias para 2026
No campo institucional, o coordenador da pré-campanha comentou a neutralidade adotada pela federação PP-União Brasil para as eleições presidenciais de 2026. Marinho afirmou que ainda busca reverter essa decisão e que não desistiu de conquistar o apoio formal desses partidos.