Romeu Zema defende a privatização total do setor energético e a mudança na gestão da Petrobras
Romeu Zema, pré-candidato do partido Novo, defendeu a privatização total do setor energético e a transformação da Petrobras em corporation durante visita ao IBP. O político confirmou a oficialização de sua candidatura à Presidência para o dia 27
Romeu Zema, pré-candidato do partido Novo à Presidência da República, defendeu a privatização total do setor energético, incluindo a transferência do controle da Petrobras para o modelo de corporation. Durante visita à sede do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (21), Zema argumentou que a União deveria manter a condição de sócia para receber dividendos, mas sem interferir nas decisões administrativas da companhia.
Para o pré-candidato, a mudança de gestão eliminaria a "politicagem" e os "cabides de empregos" comuns em empresas estatais, permitindo que o Estado concentre seus recursos e esforços em áreas prioritárias, como segurança pública, saúde, educação e infraestrutura. Zema afirmou que a eficiência de uma Petrobras privatizada resultaria em maior lucratividade e, consequentemente, em um aumento na arrecadação de imposto de renda para a União.
Soberania e eficiência setorial
Ao ser questionado sobre a soberania energética e a proteção do mercado interno diante de instabilidades globais, Zema utilizou o setor de alimentos como referência. Ele destacou que o Brasil é o maior produtor mundial de alimentos e que a eficiência da produção de arroz, feijão e milho ocorre sob gestão privada, sem a existência de uma estatal equivalente, o que impulsiona as exportações brasileiras.
Definições da candidatura
No campo político, Zema confirmou que a oficialização de sua candidatura à Presidência ocorrerá no dia 27. Sobre a composição da chapa, informou que ainda não definiu o nome para a vice-presidência. O pré-candidato negou ter feito um convite formal a Michelle Bolsonaro, esclarecendo que apenas admitiu a possibilidade após ser questionado por um jornalista sobre o nome da ex-primeira-dama.