Influenciador Lito Sousa diagnostica câncer de próstata após realizar exames de rotina
O influenciador Lito Sousa, de 59 anos, foi diagnosticado com adenocarcinoma de próstata de agressividade intermediária após exames de PSA. Como o tumor estava restrito à glândula, a indicação médica foi a realização de cirurgia
O diagnóstico de câncer de próstata do influenciador de aviação Lito Sousa, de 59 anos, evidencia que a manutenção de exames de rotina é fundamental, mesmo que a confirmação da doença ocorra após investigações complementares. No caso de Sousa, alterações no PSA levaram à descoberta de um adenocarcinoma de agressividade intermediária. Como a patologia estava restrita à próstata, a indicação médica foi a realização de cirurgia.
O relato do influenciador, que mantinha acompanhamento médico regular e realizava o toque retal, reforça que a detecção do tumor nem sempre é imediata, mas sim o resultado de um processo de rastreamento dividido em etapas.
O processo de rastreamento e diagnóstico
A identificação de tumores na próstata ocorre por meio de uma sequência de avaliações. O ponto de partida costuma ser o PSA (Antígeno Prostático Específico), um exame de sangue que mede uma proteína produzida pela glândula. No entanto, a elevação desse marcador não confirma a existência de um câncer, pois pode ser causada por inflamações ou pelo aumento benigno da próstata.
Complementarmente, o toque retal permite que o urologista identifique nódulos ou endurecimentos na glândula que podem não alterar os níveis de PSA. A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) alerta que a dispensa de qualquer um desses dois exames compromete a capacidade de detecção precoce da doença.
Quando há suspeitas nos exames iniciais, a conduta médica segue para:
- Ressonância magnética multiparamétrica: gera imagens detalhadas para localizar áreas suspeitas.
- Biópsia: análise microscópica de fragmentos da próstata, sendo o único método para a confirmação definitiva do diagnóstico.
Tratamentos e chances de cura
O câncer de próstata geralmente apresenta evolução lenta. Quando a doença é detectada ainda restrita à glândula, as chances de cura superam 90%. Dependendo do risco do tumor, as opções terapêuticas variam entre a vigilância ativa, a radioterapia ou a cirurgia para a retirada da próstata.
Em quadros onde a doença já se espalhou para outros órgãos, o protocolo clínico inclui o uso de quimioterapia, hormonioterapia, medicamentos hormonais de nova geração e radiofármacos.
Dados epidemiológicos e prevenção
Excluindo o câncer de pele não melanoma, esta é a neoplasia mais frequente entre os homens no Brasil. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que 71,7 mil brasileiros sejam diagnosticados anualmente. A gravidade do cenário é refletida nos dados da SBU, que registrou 17.587 mortes em 2024, média de 48 óbitos por dia.
A alta mortalidade está ligada ao diagnóstico tardio, ocorrendo quando o paciente já apresenta sintomas como:
- Sangue na urina;
- Dificuldade para urinar;
- Perda de peso;
- Dor óssea.
Para evitar que a doença ultrapasse os limites da próstata, a recomendação é que homens com histórico familiar de câncer de próstata, mama ou colorretal consultem um urologista aos 40 anos. Para quem não possui fatores de risco, a orientação é iniciar essa avaliação aos 45 anos, definindo a frequência dos exames com base na idade, saúde geral e expectativa de vida.