Saúde

Isabella Scherer revela diagnóstico de toxoplasmose durante a terceira gestação

21 de Julho de 2026 às 13:19

A influenciadora Isabella Scherer diagnosticou toxoplasmose na décima semana de gestação. Após tratamento medicamentoso e a realização de amniocentese, confirmou-se que o feto não foi contaminado

Isabella Scherer revela diagnóstico de toxoplasmose durante a terceira gestação
Reprodução/Instagram

A influenciadora Isabella Scherer, que aguarda o terceiro filho, revelou ter sido diagnosticada com toxoplasmose logo no início da gestação. A detecção ocorreu por meio de exames de rotina do pré-natal, por volta da décima semana, permitindo o início imediato do tratamento medicamentoso.

A intervenção precoce foi fundamental para evitar que a infecção fosse transmitida ao feto, o risco principal da doença. Após a realização de uma amniocentese — procedimento de punção para verificar a saúde do bebê —, foi confirmado que a criança não foi contaminada.

Formas de contágio e riscos na gestação

A toxoplasmose é provocada pelo protozoário Toxoplasma gondii. A transmissão para seres humanos acontece através da ingestão de água, frutas e verduras contaminadas, consumo de carne crua ou malpassada, ou pelo contato com fezes de animais infectados.

Embora a doença costume apresentar sintomas leves ou ser assintomática em adultos, ela representa um perigo significativo para gestantes, podendo causar malformações fetais. O risco de transmissão para o bebê aumenta conforme a gravidez avança, pois, no início do período gestacional, a placenta ainda está em desenvolvimento, limitando a conexão sanguínea entre a mãe e o feto.

No caso de Isabella, a hipótese médica é que a contaminação tenha ocorrido indiretamente por meio dos filhos, que brincam em caixas de areia de parques, locais frequentemente frequentados por gatos de rua.

Ciclo de transmissão e prevenção

O parasita se mistura à terra e contamina animais terrestres, como porcos, bois e frangos, que se alimentam de vegetação exposta ao solo. Alimentos cultivados rente à terra e consumidos sem a higienização adequada também podem carregar o agente infeccioso.

Sobre a relação com felinos, o risco é maior com gatos de rua, que caçam presas infectadas e enterram fezes no solo. Já os gatos domésticos que se alimentam apenas de ração e não têm acesso à rua apresentam um risco de transmissão consideravelmente menor.

Para prevenir a infecção, as recomendações para gestantes incluem:

  • Evitar o consumo de carne malpassada ou alimentos crus;
  • Higienizar rigorosamente frutas e verduras que crescem próximas ao solo;
  • Redobrar a cautela ao manusear terra, como em atividades de jardinagem.

Protocolos de tratamento

Uma vez identificada a infecção, a gestante inicia a medicação para conter a proliferação do parasita. A partir da 16ª semana, é realizada a punção para checar a transmissão fetal.

Se a amniocentese for positiva, o protocolo é alterado para o uso de um antibiótico específico para a criança. Caso o bebê não tenha sido contaminado, a mãe mantém o medicamento original até o término da gravidez para impedir a reprodução do protozoário.

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