Saúde

Ministério da Saúde inclui medicamento edaravona no SUS para pacientes com esclerose lateral amiotrófica

21 de Julho de 2026 às 09:07

O Ministério da Saúde incluiu a edaravona no SUS para adultos com esclerose lateral amiotrófica (ELA) em estágios iniciais. A implementação do medicamento na rede pública deve ocorrer em até 180 dias

Ministério da Saúde inclui medicamento edaravona no SUS para pacientes com esclerose lateral amiotrófica
Anatpat/Unicamp

O Ministério da Saúde oficializou a inclusão da edaravona no rol de tratamentos do Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes adultos diagnosticados com esclerose lateral amiotrófica (ELA). A medida, publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (21), estabelece um prazo de até 180 dias para que as áreas técnicas implementem a oferta do medicamento na rede pública.

A terapia é direcionada a pessoas em estágios iniciais da patologia, especificamente nos graus 1 e 2, desde que o tempo de evolução da doença seja de dois anos ou menos.

Impacto no tratamento e sobrevida

Até o momento, o riluzol era a única opção terapêutica específica disponível no SUS para retardar a progressão da ELA e prolongar a vida dos pacientes por alguns meses. A chegada da edaravona visa complementar essa estratégia, focando na redução do ritmo de evolução da doença em fases precoces.

Dados de um estudo de 2022, divulgado pela revista científica The Lancet, indicam que o fármaco pode reduzir o risco de óbito e ampliar a sobrevida dos pacientes em aproximadamente seis meses. O objetivo central das terapias adotadas pelo órgão federal é controlar os sintomas, elevar a qualidade de vida e estender o tempo de sobrevivência.

Características da esclerose lateral amiotrófica

A ELA é uma condição degenerativa que ataca os neurônios motores, resultando na perda do controle muscular. Por não possuir cura e não apresentar marcadores de precisão ou substâncias sanguíneas detectáveis por exames laboratoriais, o diagnóstico é complexo, levando, em média, 11 meses para ser confirmado.

A doença manifesta-se predominantemente em adultos entre 50 e 70 anos, sendo rara em jovens. Estima-se que apenas 10% dos casos possuam origem genética.

Sinais e progressão da doença

Os sintomas iniciais podem ser sutis, mas evoluem para quadros graves. Entre as manifestações relatadas estão:

  • Atrofia muscular nas pernas ou perda de controle motor nas mãos;
  • Dificuldades para engolir, falar ou respirar.

Embora as funções sensoriais e o raciocínio intelectual sejam preservados no começo, há uma deterioração gradual dessas capacidades. Após o surgimento dos primeiros sinais, a sobrevida média é de três anos e meio. A causa mais comum de morte são as infecções pulmonares, decorrentes da falha nos músculos responsáveis pela respiração.

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