Moderna e Cepi firmam acordo para desenvolver vacina contra cepa do vírus ebola no Congo
Moderna e Cepi firmaram acordo para desenvolver vacina contra a cepa Bundibugyo do vírus ebola, com investimento de US$ 50 milhões. A Cepi também destinará recursos ao Serum Institute of India e à International AIDS Vaccine Initiative. A República Democrática do Congo registra 282 casos confirmados e 42 óbitos da doença
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A empresa de biotecnologia Moderna e a Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (Cepi) firmaram, nesta segunda-feira (1°), um acordo para a criação de um imunizante voltado à cepa Bundibugyo do vírus ebola. O foco da iniciativa é combater a epidemia que atinge o leste da República Democrática do Congo. Para viabilizar o desenvolvimento pré-clínico e as etapas iniciais de ensaios clínicos da vacina experimental, a Cepi aportará até US$ 50 milhões.
Além do investimento na Moderna, a fundação internacional destinará US$ 8,6 milhões para uma vacina produzida pelo Serum Institute of India e desenvolvida pela Universidade de Oxford, e US$ 3,2 milhões para um projeto da International AIDS Vaccine Initiative. Essas ações alinham-se à recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), emitida na semana passada, para que se priorize o uso de antivirais, anticorpos e vacinas experimentais no tratamento e prevenção do BDBV.
No cenário epidemiológico da República Democrática do Congo, o Ministério da Comunicação registrou 282 casos confirmados e 42 óbitos, após a detecção de 19 novos positivos. Apesar do avanço da doença, a OMS informou, no domingo, a alta de quatro enfermeiras que estavam internadas no hospital de Bunia. Somando-se a elas a recuperação de um técnico de laboratório ocorrida no início da semana, o total de pessoas curadas chega a cinco. A agência destaca que a detecção precoce e o acesso a cuidados médicos são fatores determinantes para a recuperação dos pacientes.
Em âmbito global, a vigilância sanitária monitorou casos suspeitos. Na Itália, protocolos de emergência foram acionados em Cagliari, na Sardenha, para um homem que retornou do Congo no sábado com sintomas da doença. O Ministério da Saúde italiano confirmou, nesta segunda-feira, que o teste foi negativo e que o risco de propagação no país é muito baixo. Em São Paulo, exames descartaram a presença do vírus em um paciente internado no Hospital Emílio Ribas.