Saúde

OMS indica que controle de fatores modificáveis pode evitar até 45% dos riscos de demência

15 de Julho de 2026 às 15:05

A OMS informou que o controle de fatores modificáveis pode evitar ou retardar até 45% dos riscos de demência. A condição afeta mais de 57 milhões de pessoas no mundo, com o mal de Alzheimer representando de 60% a 70% dos casos

OMS indica que controle de fatores modificáveis pode evitar até 45% dos riscos de demência
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou, nesta quarta-feira (15), que até 45% dos riscos de demência podem ser evitados ou retardados por meio do controle de fatores modificáveis. A condição, que compromete a memória, o pensamento e a capacidade funcional do indivíduo, é resultado de doenças cerebrais e não deve ser considerada uma consequência inevitável do envelhecimento, embora seja mais prevalente em pessoas com mais de 65 anos.

Atualmente, a demência afeta mais de 57 milhões de pessoas globalmente, com cerca de 10 milhões de novos diagnósticos anuais. O mal de Alzheimer é a manifestação mais frequente, respondendo por 60% a 70% dos casos registrados.

Estratégias de prevenção e controle

Diante da ausência de cura ou de tratamentos modificadores da doença que sejam amplamente acessíveis, a OMS estabelece a prevenção como a tática mais eficiente para diminuir a incidência futura. As novas diretrizes, que atualizam as recomendações publicadas originalmente em 2019, baseiam-se em evidências científicas expandidas para orientar profissionais de saúde e gestores políticos.

Para reduzir a probabilidade de desenvolver a condição, as orientações incluem:

  • Controle de doenças não transmissíveis (DNT): monitoramento rigoroso de hipertensão, diabetes e níveis de colesterol;
  • Mudanças de hábito: redução do consumo de tabaco e álcool, além do combate à inatividade física e ao isolamento social;
  • Intervenções ambientais e cognitivas: diminuição da exposição à poluição atmosférica, estímulo cognitivo e treinamento específico para adultos com comprometimento cognitivo leve.

Impacto socioeconômico

A implementação de medidas preventivas visa não apenas a melhora da qualidade de vida e a manutenção da independência dos pacientes, mas também a redução de custos globais. A OMS estima que a demência gera um impacto de 1,3 trilhão de dólares (aproximadamente 6,5 trilhões de reais) anuais na economia mundial. Desse montante, cerca de metade é proveniente de cuidados não remunerados realizados por amigos e familiares.

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