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China desenvolve algoritmo que otimiza a tomada de decisão de enxames de drones em combate

01 de Junho de 2026 às 12:09

A China desenvolveu o algoritmo HG-STR para otimizar a tomada de decisão de enxames de drones em combate, com tempo de resposta de 6,6 milissegundos. O sistema, integrado à arquitetura Atlas e ao veículo Swarm-2, utiliza grafos heterogêneos e memória GRU para operar alvos e aliados. Em simulações, a tecnologia alcançou 100% de taxa de eliminação de alvos, inclusive camuflados

China desenvolve algoritmo que otimiza a tomada de decisão de enxames de drones em combate
Khameini.ir/CC

A China desenvolveu o HG-STR (*Heterogeneous Graph Spatio-Temporal Reasoning*), um novo algoritmo projetado para atuar como o centro de processamento de enxames de drones, otimizando a tomada de decisão em cenários de combate. Publicado na revista *Acta Aeronautica et Astronautica Sinica*, o sistema resolve a lentidão dos modelos tradicionais ao processar simultaneamente múltiplos elementos do campo de batalha, como aliados, inimigos e terreno, em vez de analisá-los individualmente.

A eficiência do HG-STR reflete-se no tempo de resposta: o algoritmo toma decisões em 6,6 milissegundos. Para efeito de comparação, métodos de otimização clássicos podem levar segundos para processar informações, o que permitiria que um drone percorresse quase 600 metros sem direcionamento, um intervalo considerado fatal em confrontos com alta interferência eletromagnética.

O funcionamento baseia-se em grafos heterogêneos, redes inteligentes que atribuem etiquetas específicas a cada objeto. Dessa forma, o sistema diferencia nós de drones aliados, zonas de busca e alvos inimigos, identificando conexões prioritárias. Se um alvo é detectado, a informação é tratada como ameaça; se um aliado está próximo, o sistema interpreta como uma oportunidade de colaboração, permitindo que o enxame defina instantaneamente as ações de ataque ou suporte.

Para operar em ambientes caóticos, a tecnologia integra duas funcionalidades adicionais. A primeira é o módulo GRU (*Gated Recurrent Unit*), uma memória que permite ao drone recordar a última posição de aliados e inimigos caso a comunicação seja interrompida. A segunda é um cérebro hierárquico que segmenta a decisão em três camadas: a definição do objetivo geral (busca ou ataque), a escolha do alvo específico e a determinação da quantidade de munição.

Em simulações, o HG-STR alcançou 100% de taxa de eliminação de alvos, inclusive os camuflados, mesmo sob severas limitações de comunicação. Outro diferencial técnico é a escalabilidade: o sistema pode ser treinado em cenários reduzidos e implementado em operações maiores, com mais drones e alvos, sem a necessidade de novo treinamento.

Essa capacidade lógica integra-se ao sistema Atlas, a arquitetura operacional chinesa para o uso de enxames em combate real, demonstrada publicamente em 25 de março. A exibição mostrou um fluxo contínuo de operações, desde a identificação de alvos e do veículo de comando inimigo até o lançamento e ataque de precisão.

A base logística do Atlas é o veículo terrestre Swarm-2, apresentado na Airshow China 2024, em Zhuhai. O Swarm-2 possui capacidade para transportar e lançar 48 drones de asa fixa, enquanto um veículo de comando consegue gerenciar até 96 unidades simultaneamente. Os drones são modulares, podendo carregar sensores eletro-ópticos, munições de ataque ou módulos de guerra eletrônica.

A estratégia consiste em lançar enxames em ondas sucessivas e múltiplas direções, com funções mistas e autonomia de operação sem supervisão humana constante. O objetivo imediato dos pesquisadores agora é a implementação leve e a verificação do algoritmo em voos reais, utilizando plataformas embarcadas com capacidade de computação limitada.

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