Especialista cria animações 3D para representar a intensidade dos jogos da Copa do Mundo de 2026
Alexander Bogachev criou animações 3D para a Copa do Mundo de 2026 que transformam dados de telemetria em topografia dinâmica. O sistema utiliza bibliotecas Three.js e WebGL com métricas do FotMob, Opta e WhoScored para representar a intensidade dos jogos. Na final, a tecnologia ilustrou a vitória da Espanha sobre a Argentina por 1 a 0
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O especialista em visualização de dados Alexander Bogachev desenvolveu uma série de animações 3D para representar todos os jogos da Copa do Mundo de 2026, utilizando um conceito que define como "arte funcional". O projeto substitui os mapas de calor e diagramas de barras convencionais por uma topografia tridimensional dinâmica, que se deforma em tempo real para traduzir a emoção e a intensidade das partidas.
Tecnologia e processamento de dados
A estrutura visual é construída com a biblioteca Three.js, que utiliza o padrão WebGL para gerar os gráficos. Para garantir a fluidez do movimento e evitar vibrações erráticas durante as oscilações de posse de bola, Bogachev implementou filtros de suavização nos picos de impacto e criou shaders personalizados para a textura das superfícies.
Cada cena é alimentada por aproximadamente 1.500 ações reais — incluindo passes, cartões, faltas e finalizações — extraídas de telemetria, sem o uso de inteligência artificial. O sistema também opera sob a lógica do "tempo dramático", que comprime períodos de posse irrelevantes e desacelera a animação em momentos de alta probabilidade de gol.
Integração de métricas esportivas
A composição do cenário baseia-se em cinco grupos de dados provenientes de fontes especializadas:
- FotMob: Fornece os dados de posse e impacto, que definem as "mantas" de cores (vermelho para a Espanha e azul para a Argentina) e a linha temporal do impacto geral, similar a um sismógrafo.
- Opta: Responsável pelos registros de eventos de gol e pelos valores de xG (gols esperados), que determinam a altura dos picos de relevo no campo.
- WhoScored: Utilizada para a comparação e reelaboração dos relatórios estatísticos.
Além disso, o software inclui um indicador ambiental no horizonte, onde a cor do céu muda para refletir a dominância psicológica de cada equipe, e um efeito de "inundação" que tinge todo o campo com a cor do time ao marcar um gol.
Análise da final entre Espanha e Argentina
A aplicação dessa tecnologia na final do Mundial evidenciou a disparidade técnica entre as seleções. Enquanto a Argentina finalizou apenas duas vezes, a Espanha somou 19 finalizações ao longo dos 120 minutos, tornando os argentinos a primeira equipe a não marcar em uma final de Copa.
Na animação, a superioridade espanhola é representada por uma manta vermelha que domina a maior parte do terreno. O terço defensivo da Argentina é transformado em uma cordilheira de picos de xG, enquanto a área próxima ao gol espanhol permanece plana. O cenário culmina com a inundação vermelha no minuto 106, selando a vitória por 1 a 0, embora os dados de estatísticas de futebol indiquem que o placar final não refletiu a real magnitude do domínio da Espanha.