Adaptações biológicas e comportamentais permitiram a sobrevivência dos neandertais durante a Era do Gelo
Neandertais sobreviveram à Era do Gelo por meio de metabolismo elevado, tecido adiposo marrom e uso do fogo. O grupo utilizou peles de animais ajustadas com agulhas de osso para isolamento térmico. As descobertas constam em estudo do American Journal of Human Biology
A sobrevivência dos neandertais durante a Era do Gelo foi viabilizada por um conjunto de adaptações biológicas e comportamentais que permitiam a manutenção da temperatura corporal em cenários de frio extremo. De acordo com um estudo publicado no American Journal of Human Biology, esse grupo desenvolveu estratégias eficazes que combinavam o uso de recursos ambientais e características físicas específicas.
No aspecto biológico, os neandertais possuíam uma taxa metabólica basal elevada e a presença de tecido adiposo marrom. Essa gordura, que nos humanos contemporâneos é encontrada predominantemente em bebês, atuava como um mecanismo de geração de calor interno diante de baixas temperaturas, conferindo-lhes uma tolerância térmica superior à dos humanos modernos.
Complementando a biologia, o domínio do fogo foi essencial para o enfrentamento do clima glacial. Em seus acampamentos, as fogueiras serviam como a principal fonte de aquecimento, com evidências de que esses grupos compreendiam a necessidade de oxigênio para manter a eficiência da combustão e controlar a temperatura.
A proteção externa era garantida pelo uso de peles grossas de animais, selecionadas justamente por já possuírem a função natural de isolamento térmico em ambientes frios. A eficácia desse vestuário era aprimorada por meio de ajustes nas peças, conforme indicam agulhas de osso recuperadas em sítios arqueológicos na Sibéria, o que otimizava a proteção contra o frio.