Cientistas italianos descobrem neurônios intactos em crânio de guardião encontrado sob cinzas vulcânicas
Cientistas italianos resolveram o maior mistério da história arqueológica ao analisar o cérebro de um guardião do Collegium Augustalium, encontrado em Herculano. A equipe utilizou tecnologia moderna e encontrou estruturas neurais preservadas dentro do vidro vítreo. O descobrimento é único por ter sido realizado graças à vitrificação do tecido orgânico mole por temperatura elevada.
A análise foi realizada no crânio de um jovem que morreu instantaneamente quando uma nuvem quente varreu a cidade, preservando seu corpo sob metros de material vulcânico. A equipe liderada por Guido Giordano e Pier Paolo Petrone encontrou neurônios e axônios preservados dentro do vidro vítreo.
A descoberta é considerada uma das mais importantes da história arqueológica, pois desvenda um mistério sobre a preservação do tecido orgânico mole
Um dos maiores mistérios da história arqueológica foi desvendado por cientistas italianos que estudaram o cérebro do guardião do Collegium Augustalium, encontrado em Herculano. O jovem morreu instantaneamente quando uma nuvem de cinzas vulcânicas quentes varreu a cidade, mas seu corpo foi preservado sob metros de material vulcânico compacto que agiram como isolamento.
A equipe liderada por Guido Giordano e Pier Paolo Petrone utilizou tecnologia moderna para analisar os fragmentos do crânio. Eles encontraram estruturas neurais preservadas dentro do vidro vítreo, incluindo neurônios e axônios. A análise calorimétrica confirmou o estado vítreo, espectroscopia mostrou proteínas específicas de tecido cerebral e microscopia eletrônica identificou estruturas morfologicamente idênticas a neurônios e axônios.
A descoberta é única porque foi realizada por meio da vitrificação do tecido orgânico mole por temperatura elevada. A hipótese de que o fenômeno ocorreu graças à presença de uma nuvem quente mas efêmera, que resfriou rapidamente após dissipar-se, é apoiada pelos dados analisados.
O guardião do Collegium Augustalium ficou na cama enquanto seus vizinhos corriam para escapar da erupção. Seus ossos estão agora na praia de Herculano, encontrados em posições que sugerem mortes instantâneas por choque térmico. O seu destino foi diferente e criou o único objeto do tipo existente no planeta: um vidro negro contendo os neurônios de um homem que viu o Vesúvio pela última vez há quase dois milênios.
A descoberta é considerada uma das mais importantes da história arqueológica, pois desvenda um mistério sobre a preservação do tecido orgânico mole e fornece informações valiosas para os cientistas que estudam as erupções vulcânicas.