OMOWAY anuncia a produção em larga escala de moto com sistema de autoequilíbrio em 2026
A OMOWAY iniciará a fabricação em larga escala da scooter OMO X em março de 2026. As reservas abrem no fim de abril e as vendas começam em maio, inicialmente na Indonésia. O veículo integra visão computacional, estabilização giroscópica e recursos autônomos
A OMOWAY, empresa fundada por ex-executivos da chinesa XPeng, anunciou em março de 2026 a entrada em produção em massa da OMO X. O cronograma da marca prevê a abertura de pré-encomendas no final de abril e o lançamento comercial no fim de maio, iniciando as operações pelo mercado da Indonésia.
O veículo, apresentado como um "MotoRobot", utiliza estabilização giroscópica de padrão aeroespacial e percepção por visão computacional. A tecnologia é integrada a um sistema eletrônico que coordena motor, direção e freios para corrigir a postura da moto e reagir a riscos. Na prática, o modelo mantém a estabilidade em tráfego lento e em situações de "para e anda", o que reduz a necessidade de o condutor apoiar os pés no chão, diminuindo o cansaço no uso urbano e facilitando a curva de aprendizado para iniciantes.
A OMO X também incorpora funções autônomas, como estacionamento com um toque, adaptive cruise control e a função de chamada do veículo. Durante o lançamento de 2025 na Indonésia, a empresa demonstrou a capacidade do protótipo de entrar sozinho no palco. Em outra exibição em Singapura, o veículo manteve o equilíbrio e o deslocamento automatizado em ambiente controlado enquanto transportava uma bailarina.
Esse movimento desloca a tecnologia de autoequilíbrio do campo dos conceitos para a entrega ao consumidor, contrastando com a trajetória de outras fabricantes. A Yamaha, por exemplo, desenvolveu a MOTOROiD2, apresentada no Japan Mobility Show de 2023, mas a mantém como um modelo experimental de mobilidade pessoal capaz de reconhecer o dono e acompanhá-lo. A empresa também trabalha no sistema AMSAS para assistência em arrancadas e baixas velocidades, com protótipos que se movem em ritmo de caminhada, embora ainda foque na miniaturização de componentes. Já a Honda apresentou a Riding Assist na CES de 2017 e evoluiu para uma segunda geração em 2021, porém sem definir a produção em massa.
A proposta da OMOWAY sugere a criação de uma categoria de scooter elétrica alinhada à lógica dos carros conectados, com arquitetura própria, cockpit inteligente, conectividade e sensores de percepção do entorno.
Apesar do marco industrial, a fabricante ainda não divulgou a ficha técnica detalhada com números de potência, autonomia e recarga, o que impede a comparação direta com scooters elétricas já estabelecidas. Além disso, a aceitação do mercado depende da disposição do motociclista em delegar funções à máquina, visto que o equilíbrio e a reação corporal são elementos centrais da pilotagem tradicional.