Brasileira de 10 anos publica artigo científico relacionando o jogo Minecraft à geologia real
Manuela Pinto Soares, de 10 anos, tornou-se a brasileira mais jovem a publicar um artigo científico sobre a relação entre o jogo Minecraft e a geologia. O estudo, homologado pela RankBrasil, comparou minerais virtuais a elementos reais sob orientação docente em Maringá
Manuela Pinto Soares, de 10 anos, tornou-se a brasileira mais jovem a publicar um artigo científico após desenvolver um estudo que correlaciona o universo do jogo Minecraft com a geologia real. O trabalho, intitulado “De blocos a rochas: um relato de experiência explorando as diferenças entre o mundo Minecraft e a geologia da vida real”, foi publicado em setembro de 2025 e recebeu homologação da RankBrasil.
A pesquisa consistiu na comparação de minerais do jogo com elementos reais, com foco específico na obsidiana, no lápis-lazúli e na esmeralda bruta. O processo de investigação teve início quando a estudante tinha nove anos e foi fundamentado na união entre o hábito de jogar e o interesse da menina em colecionar pedras.
O desenvolvimento do projeto contou com a orientação da professora Poliana Barbosa da Riva, do Colégio Saint Helena, em Maringá. A instituição possui um programa de acompanhamento para alunos com altas habilidades, perfil identificado em Manuela enquanto ela cursava o quarto ano. A metodologia envolveu encontros mensais e pesquisas que incluíram visitas ao laboratório de Geologia da Universidade Estadual de Maringá, onde a aluna analisou rochas e conheceu a rotina de geólogos.
A validação do estudo ocorreu por meio de rigorosos critérios acadêmicos, incluindo a avaliação por pares, correções e validação de especialistas antes da publicação final na revista. Além disso, o projeto foi apresentado em uma feira de ciências em Foz do Iguaçu, onde a estudante foi premiada com uma medalha após a avaliação de professores universitários.
Antes de ingressar na produção científica, Manuela já havia escrito o livro infantil "A Fuga da Pantera", lançado no ano passado em Curitiba. A iniciativa de escrever o artigo partiu da própria criança, motivada pelo desejo de enfrentar novos desafios intelectuais.
Atualmente, a estudante mantém atividades típicas da infância, como a prática de tênis e artesanato, enquanto escreve um novo livro que já soma 91 páginas.