Ciência

PUC-Rio inaugura usina híbrida para testar a diminuição de emissões em transportes e indústrias

16 de Abril de 2026 às 19:08

A Usina Piloto Híbrida de Geração de Energia da PUC-Rio será inaugurada em 28 de abril, em Xerém, Duque de Caxias. Com verbas da Galp e Faperj, o centro simula a diminuição de poluentes na indústria e nos transportes. A unidade utiliza hidrogênio e baterias para testar a eficiência de locomotivas, frotas logísticas e embarcações offshore

A PUC-Rio inaugura, no dia 28 de abril, a sua Usina Piloto Híbrida de Geração de Energia, instalada no parque tecnológico do Inmetro, em Xerém, no município de Duque de Caxias. A estrutura foi projetada para atuar como um laboratório vivo, simulando em tempo real a redução de emissões de poluentes em setores como transporte e indústria, sem que haja perda de desempenho energético.

A iniciativa surge em um cenário global onde a dependência de combustíveis fósseis, como carvão, gás e petróleo, atinge 80% da energia mundial, enquanto as fontes renováveis representam 15%. Para encurtar essa distância, a usina, financiada pela Galp e pela Faperj, opera como um centro flexível de geração e armazenamento, integrando múltiplas tecnologias em um único ambiente. A estratégia não prevê a substituição imediata dos combustíveis fósseis, mas sim a combinação destes com fontes limpas para viabilizar uma transição gradual e eficiente.

Um dos componentes técnicos centrais é o banco de cargas, que permite a simulação de demandas reais de energia, incluindo os transientes ultrarrápidos — picos de consumo que ocorrem em milissegundos. Essa capacidade possibilita a reprodução de cenários operacionais precisos para a aplicação em setores estratégicos.

O hidrogênio é um elemento fundamental do projeto, sendo produzido localmente com a energia gerada no próprio sistema. Esse combustível é injetado em geradores a diesel e a gás para otimizar a combustão e reduzir a emissão de poluentes, funcionando também como uma reserva energética estratégica e vetor para a transição energética global.

Na prática, a usina será utilizada para testar a redução do consumo de diesel em embarcações de apoio ao petróleo offshore, utilizando dados reais coletados no mar para avaliar a incorporação de baterias e hidrogênio. O alcance das pesquisas se estende ainda a sistemas industriais, frotas logísticas e locomotivas.

Além do desenvolvimento tecnológico, o projeto visa a redução de custos operacionais e o aumento da eficiência energética, o que pode consolidar o Rio de Janeiro como um polo de pesquisa aplicada à transição energética no Brasil.

Após a inauguração, a unidade entrará em uma fase de testes intensivos, com o monitoramento de emissões, eficiência operacional e consumo energético por meio de um sistema supervisório avançado. Uma segunda etapa do projeto prevê a aquisição de equipamentos modernos voltados especificamente para a queima de hidrogênio, ampliando a capacidade de pesquisa da usina.

Com informações de Click Petróleo e Gás

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