Sonda da NASA detecta a maior cratera lunar formada em 17 anos de operação
A sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), da NASA, registrou uma cratera lunar formada no fim da primavera de 2024. Com 225 metros de largura e 43 metros de profundidade, o impacto é o maior detectado em 17 anos de atividade da missão. Os dados, que apontam a ocorrência de eventos similares a cada 139 anos, foram expostos no 57º Lunar and Planetary Sciences Meeting
Cientistas identificaram a formação de uma cratera lunar recente, ocorrida no final da primavera de 2024. A descoberta foi possível graças à comparação de imagens capturadas pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), da NASA, que permitiu registrar a mudança na superfície do satélite. O evento é considerado extremamente raro, com a estimativa de que impactos dessa magnitude ocorram apenas uma vez a cada 139 anos.
Com aproximadamente 225 metros de largura e 43 metros de profundidade, a estrutura apresenta paredes íngremes em formato de funil. Esta é a maior cratera de impacto registrada nos 17 anos de missão da LRO, superando o recorde anterior de 2013, quando foi detectada uma marca de 70 metros. Ao redor da cratera, foram observados blocos de rocha ejetados, sendo o maior deles com cerca de 13 metros.
A análise da distribuição desses detritos permitiu reconstruir a dinâmica da colisão. O material foi espalhado em direção ao norte, indicando que o objeto espacial viajou na direção sul-sudoeste com velocidade suficiente para perfurar o solo lunar. No interior da cratera, a equipe notou a presença de material escuro com aparência vítrea, o que sugere que o calor intenso do impacto derreteu parte do solo, que se solidificou rapidamente.
Os dados foram apresentados no 57º Lunar and Planetary Sciences Meeting, em março, evidenciando a importância do monitoramento contínuo para capturar eventos que não são visíveis a partir da Terra. O registro serve como um modelo físico para compreender a trajetória e a energia liberada em impactos, fornecendo subsídios para o estudo de crateras na Lua e em outros corpos do Sistema Solar.
A sonda LRO, que mapeia a superfície lunar para apoiar missões futuras, já identificou centenas de crateras recentes em quase duas décadas de operação. Esses dados indicam que a Lua pode ser atingida com o dobro da frequência anteriormente estimada. O histórico de atividade da região inclui a detecção de uma cratera de 22 metros, formada entre 2009 e 2012, e um episódio em 2014, quando a própria sonda LRO foi atingida por um pequeno meteoroide.