Dólar encerra pregão abaixo de R$ 5 e atinge o menor patamar em dois anos
O dólar fechou abaixo de R$ 5, com queda anual de 8,92%, enquanto o Ibovespa recuou 0,33%, encerrando aos 190.745 pontos. O petróleo Brent terminou a US$ 99,13 e o WTI a US$ 94,40 por barril
O dólar encerrou o pregão abaixo de R$ 5, impulsionado por uma menor aversão ao risco no cenário externo, o que reduziu a demanda global por ativos seguros e favoreceu moedas de países emergentes, como o real. No acumulado do ano, a divisa apresenta queda de 8,92%, atingindo o menor patamar em mais de dois anos, embora tenha registrado alta leve de 0,32% na semana. Recentemente, o câmbio passou por ajustes técnicos devido à realização de lucros após desvalorizações acentuadas. O Banco Central chegou a anunciar uma operação de "casadão", com oferta de dólares à vista e contratos futuros, mas a instituição não aceitou as propostas por não considerar a intervenção necessária no momento.
No mercado de ações, o Ibovespa fechou em queda de 0,33%, aos 190.745 pontos, o nível mais baixo desde 14 de abril. O índice, que chegou a operar abaixo dos 190 mil pontos, registrou sua terceira queda consecutiva e subiu apenas uma vez nas últimas sete sessões. O recuo reflete a realização de lucros após recordes recentes, resultando em uma perda de 2,55% na semana. Apesar disso, a Bolsa mantém alta de 1,75% no mês e valorização de 18,38% no ano. O desempenho foi pressionado por ações do setor de petróleo e por um ambiente externo misto, com alta nos índices de tecnologia e queda nos setores tradicionais nos Estados Unidos.
No mercado de commodities, o petróleo Brent para junho fechou a US$ 99,13 por barril, com recuo de 0,22%, enquanto o WTI terminou a US$ 94,40, queda de 1,5%. Mesmo com a volatilidade de sexta-feira, influenciada pela extensão do cessar-fogo no Irã e cautela dos investidores, o Brent acumulou alta de 16% e o WTI avançou quase 13% na semana. A valorização expressiva decorre de preocupações com a oferta global e a situação crítica no Estreito de Ormuz, onde o tráfego de navios segue reduzido e com registros de apreensões.