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Ilha de Holbox atrai brasileiros com a observação de tubarões-baleia e a bioluminescência no México

17 de Abril de 2026 às 10:56

A ilha de Holbox, no México, oferece a turistas brasileiros passeios de observação de tubarões-baleia e bioluminescência. O transporte para a região é via ferry e a circulação interna é limitada a bicicletas e carrinhos de golfe. Não há regulamentação pública sobre o limite diário de visitantes

Localizada ao norte da Península de Yucatán, no México, a ilha de Holbox tem atraído a atenção de turistas brasileiros como alternativa aos destinos de massa do Caribe, a exemplo de Cancún e Tulum. Situada no Golfo do México, a região mantém um caráter artesanal, sem a presença de redes de fast food, semáforos ou grandes complexos hoteleiros.

O acesso ao destino ocorre exclusivamente via ferry, partindo do porto de Chiquilá. Com 40 km de extensão e apenas 2 km de largura em seu ponto mais estreito, a ilha proíbe a circulação de carros, limitando o transporte a bicicletas e carrinhos de golfe. A infraestrutura de hospedagem é composta por cabanas à beira-mar e pousadas rústicas, com ruas de areia branca e casas coloridas de até dois pavimentos.

Entre junho e setembro, as águas de Cabo Catoche, ao norte de Holbox, recebem a migração do tubarão-baleia (*Rhincodon typus*). O animal, que pode medir 12 metros e se alimenta de plâncton, é inofensivo para mergulhadores. Embora a temporada de observação ocorra de março a outubro, com pico no verão, os passeios guiados de dia inteiro — que incluem almoço e snorkel — variam entre R$ 1.012 e R$ 1.190 por pessoa.

Outro destaque natural ocorre na Baía de Punta Cocos, a 20 minutos do centro, onde o plâncton marinho gera bioluminescência em tons de azul e verde. O fenômeno é mais visível entre junho e setembro, especialmente em noites de lua nova ou quarto minguante, condições que também permitem a observação da Via Láctea a olho nu. As experiências duram de uma a duas horas, com preços entre R$ 172, via transporte terrestre, e R$ 287, em caiaques.

A demanda brasileira é refletida em plataformas como Viator e TripAdvisor, que já oferecem tours em português. O passeio de bioluminescência possui nota 4,7 de 5, enquanto o de tubarão-baleia soma 37 avaliações positivas.

Apesar de a ausência de voos diretos e a dependência do ferry controlarem o fluxo de visitantes, há o risco de que a expansão do turismo pressione os ecossistemas frágeis de plâncton e tubarões-baleia. Atualmente, não existe regulamentação pública conhecida para limitar o número diário de turistas na ilha.

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