Zoológico de Paignton registra o nascimento de uma fêmea de colobo-rei com pelagem branca
O primeiro filhote de 2026 do Zoológico de Paignton, em Devon, é uma fêmea de colobo-rei. A idade de Ivy, a genitora, é de 23 anos. Outros parques britânicos anunciaram nascimentos de musaranhos-elefante, macaco Roloway, dik-dik e guepardos norte-africanos
O Zoológico de Paignton, localizado em Devon, no sudoeste da Inglaterra, registrou o primeiro nascimento de 2026 no parque: uma fêmea de colobo-rei (*Colobus polykomos*). O filhote nasceu com a pelagem totalmente branca, característica biológica que facilita a identificação do recém-nascido pela mãe em meio à vegetação densa de florestas tropicais durante os primeiros três meses de vida. Com o tempo, a cor escurece gradualmente até atingir o padrão adulto, com corpo preto e um longo manto branco que se estende pelas laterais e pela cauda.
A mãe, Ivy, tem 23 anos e já é genitora de outra fêmea, Lola, totalizando três filhotes de colobo-rei no recinto. A experiência maternal de Ivy é evidenciada pelo comportamento de carregar o filhote junto ao corpo constantemente nas primeiras semanas. Na natureza, esses primatas cercopitecídeos vivem em grupos familiares nas copas das árvores da África Ocidental, alimentando-se de flores, frutos e folhas, com adultos pesando entre 8 e 14 kg.
Apesar do sucesso no cativeiro, a espécie enfrenta a extinção em seu habitat original. A população selvagem na África Ocidental é reduzida pela caça ilegal para o comércio de peles e pela destruição de florestas tropicais para a extração de madeira e agricultura. Como a espécie depende de um dossel florestal contínuo para se deslocar, a fragmentação do ambiente isola grupos e limita o acesso a parceiros reprodutivos, o que diminui a diversidade genética e torna os animais mais vulneráveis.
Para combater esse cenário, o Zoológico de Paignton participa de programas internacionais de conservação. O planejamento reprodutivo e a troca de indivíduos entre zoológicos de diferentes países funcionam como uma rede de segurança genética, visando evitar a endogamia e preservar a variabilidade do DNA.
O volume de nascimentos de espécies ameaçadas em 2026 posiciona o Reino Unido como líder global em reprodução em cativeiro. No Zoológico de Hertfordshire, nasceram dois musaranhos-elefante em 23 de fevereiro, pesando 30 gramas cada, em um registro inédito no país. O Chester Zoo registrou o nascimento de Lagertha, uma fêmea de macaco Roloway — a terceira da espécie no local desde 2020 —, além de um filhote de dik-dik, antílope de pequeno porte, em abril. Já o Yorkshire Wildlife Park anunciou quatro filhotes de guepardo norte-africano, nascidos da fêmea Darcy.
Embora a reprodução controlada garanta a sobrevivência genética de espécies criticamente ameaçadas, esse modelo não substitui a proteção dos habitats selvagens, única solução para interromper a destruição florestal que ameaça a fauna na natureza.