Economia

Starlink e Alares firmam parceria para expandir a oferta de internet via satélite no Brasil

20 de Abril de 2026 às 08:30

Starlink e Alares firmaram parceria para expandir a oferta de internet via satélite no Brasil a partir de maio. A Alares atuará como braço de vendas presenciais em sete estados, mantendo os preços e condições da Starlink. O serviço visa atender regiões sem infraestrutura de fibra óptica

A Starlink e a provedora Alares firmaram um acordo comercial para expandir a oferta de internet via satélite no Brasil, com lançamento oficial previsto para maio. A parceria visa levar conectividade a regiões onde a infraestrutura de fibra óptica é inexistente ou economicamente inviável, utilizando a capilaridade física da Alares para superar a limitação dos canais de venda exclusivamente digitais da empresa de Elon Musk.

A Alares, sediada em São Paulo, possui mais de 825 mil assinantes e opera em sete unidades da federação, com mais de 120 pontos de venda presenciais em mais de duzentas cidades. Essa estrutura permitirá que consumidores de áreas rurais e isoladas contratem planos e conheçam os equipamentos presencialmente, eliminando a barreira do comércio online. Do outro lado, a Starlink registrava cerca de 660 mil clientes no país até fevereiro, segundo dados da Anatel.

Os serviços comercializados pela Alares manterão os mesmos preços e condições já praticados pela Starlink. O catálogo inclui conexões com velocidades entre 100 e 400 Mbps, além de modalidades específicas para uso em deslocamento e para propriedades com múltiplos pontos de acesso, configuração comum em operações do agronegócio.

A operação estratégica mantém o controle de tecnologia, sinal e precificação sob gestão da Starlink, enquanto a Alares atua como braço de vendas. A gestora americana Grain Management, controladora da Alares, foca em investimentos de infraestrutura de telecomunicações e agrega valor ao portfólio por meio dessa aliança sem a necessidade de investir em tecnologia espacial.

A solução via satélite resolve o problema do alto custo de instalação de cabos, postes e caixas de distribuição em regiões de baixa densidade populacional, onde o retorno financeiro para operadoras terrestres é reduzido. Com a instalação de antenas, moradores de áreas remotas passam a ter acesso a velocidades semelhantes às dos centros urbanos.

Embora o acordo tenha sido anunciado, as empresas mantiveram sigilo sobre a divisão financeira das receitas. O movimento representa uma nova concorrência em territórios anteriormente descartados por operadoras de fibra óptica e transforma a distribuição da internet orbital no interior do Brasil ao integrar atendimento humano e lojas físicas ao modelo de negócio global.

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