Extratos de plantas como o quiabo removem microplásticos da água de forma sustentável
Um novo método de purificação de água utiliza extratos vegetais, como o do quiabo, para remover microplásticos por meio da floculação natural. A técnica substitui produtos químicos sintéticos e remove partículas de polietileno e poliestireno sem deixar resíduos tóxicos. A pesquisa busca agora a otimização do sistema para aplicação em escala industrial e doméstica
Um novo método de purificação de água potável utiliza extratos de plantas, com destaque para o quiabo, para remover microplásticos de forma sustentável. A técnica substitui o uso de produtos químicos sintéticos, como a poliacrilamida, por polissacarídeos vegetais que promovem a floculação natural. Essas substâncias aglutinam partículas plásticas minúsculas, formando aglomerados maiores que são facilmente retirados do fluxo hídrico, sem deixar resíduos tóxicos no processo.
A eficácia do sistema foi testada com plásticos comuns, como polietileno e poliestireno, frequentemente detectados em redes de abastecimento e oceanos. Devido às propriedades químicas das plantas, o método consegue atrair partículas de variadas formas e tamanhos, superando a limitação das filtragens padrão diante da composição heterogênea dos microplásticos.
Durante os experimentos, a aplicação foi simulada em cenários que reproduzem as condições de rios e reservatórios. O extrato natural manteve a capacidade de decantação e aglutinação mesmo em águas com alta turbidez ou presença de sedimentos orgânicos. A combinação do quiabo com outras variedades botânicas apresentou, inclusive, resultados superiores na captura de diferentes contaminantes.
A viabilidade técnica dessa abordagem reduz a dependência de derivados de petróleo e torna o custo de produção competitivo, já que utiliza plantas de amplo cultivo. Outra vantagem reside no descarte do lodo resultante, que é biodegradável por ser de origem vegetal.
O foco atual da pesquisa é a otimização das concentrações de extrato para permitir a purificação rápida de grandes volumes de água. A meta é a implementação da tecnologia em escala industrial e doméstica, transformando a infraestrutura de estações de tratamento para ampliar a segurança hídrica global e a proteção da saúde pública.