Ciência

NASA planeja três novas missões lunares para expandir a exploração científica e econômica do satélite

26 de Abril de 2026 às 12:03

A NASA planeja três novas missões lunares após a Artemis 2, com teste de acoplagem orbital em 2027 e primeiro pouso em 2028. A agência utilizará o foguete SLS e módulos de pouso da Blue Origin ou SpaceX. No final de 2028, o foco será a padronização do SLS para viabilizar lançamentos anuais

NASA planeja três novas missões lunares para expandir a exploração científica e econômica do satélite
NASA/Ben Smegelsky

A NASA planeja expandir a exploração lunar com três novas missões após o sucesso da Artemis 2, ocorrido em abril de 2026, que levou astronautas à Lua após um intervalo de mais de cinco décadas. A estratégia da agência americana visa ampliar a área de exploração do satélite para fomentar a descoberta científica, gerar retornos econômicos e estabelecer a infraestrutura necessária para futuras viagens tripuladas a Marte.

A próxima etapa, prevista para meados de 2027, consiste em uma missão de demonstração em baixa órbita terrestre. Utilizando o foguete SLS e a cápsula Orion, a operação testará a acoplagem e o encontro orbital com módulos de pouso comerciais desenvolvidos pela Blue Origin e pela SpaceX. A NASA definirá se o teste envolverá um ou ambos os fornecedores privados.

O primeiro pouso lunar do programa deve acontecer no início de 2028. O procedimento prevê a transferência da tripulação da cápsula Orion para um módulo de pouso comercial, que será responsável pelo transporte até a superfície lunar e pelo posterior retorno à órbita para a viagem de volta à Terra. A escolha do fornecedor dependerá da prontidão técnica do módulo.

Para o final de 2028, está programada a quarta missão, que focará na padronização do foguete SLS. Devido a atrasos no desenvolvimento do Mobile Launcher 2 e do Exploration Upper Stage, a agência avaliará novas alternativas para o segundo estágio do foguete. Com a configuração do SLS estabilizada, a NASA pretende estabelecer um cronograma de lançamentos anuais à superfície lunar, o que poderá viabilizar a construção de uma base permanente no satélite.

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