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Empresa russa amplia alcance de arma a laser para interceptar drones a 1,5 quilômetro

15 de Abril de 2026 às 19:10

A russa LazerBuzz elevou para 1,5 quilômetro a distância de atuação de seu laser do Projeto Posokh. O equipamento, voltado à neutralização de drones, interceptou um alvo a 1.500 metros. A tecnologia foi conectada a um radar em 27 de março de 2026

A empresa russa LazerBuzz expandiu a capacidade de alcance de sua arma a laser para 1,5 quilômetro, conforme novos testes realizados no âmbito do Projeto Posokh. O avanço, divulgado pela agência TASS, integra a estratégia de desenvolvimento de defesas de energia direcionada para neutralizar pequenas aeronaves não tripuladas.

O sistema opera por meio de lasers de itérbio focalizados, que provocam danos físicos nos drones através do aquecimento direto de componentes. Diferente de tecnologias que utilizam interferência eletrônica, esse método busca causar incêndios ou falhas estruturais ao concentrar energia em áreas críticas do alvo. A LazerBuzz informou que a interceptação recente ocorreu contra um drone do tipo aeronave a 1.500 metros, ressaltando que a tecnologia ainda não atingiu sua configuração final.

Este resultado sucede marcos anteriores de desempenho. Em dezembro de 2025, a empresa havia registrado a destruição de um drone FPV a 1 quilômetro de distância, resultando na queima da bateria e queda do aparelho. A agilidade do sistema também foi monitorada em etapas prévias: um relatório de setembro de 2025 indicou a destruição de alvos em três segundos, enquanto dados de novembro citaram engajamentos automáticos em apenas meio segundo.

A evolução do projeto indica a transição de um feixe de laser independente para uma plataforma de defesa abrangente. Em 27 de março de 2026, a arma foi integrada a um radar para otimizar a detecção e o rastreamento de drones FPV, que operam em velocidades entre 130 e 140 km/h a cerca de 1 quilômetro de distância. Para reforçar a capacidade de alerta antecipado, especialmente em cenários de baixa visibilidade, a LazerBuzz trabalha agora no desenvolvimento de um subsistema de sensores acústicos.

Apesar do progresso, a eficácia do sistema em combate real ainda carece de confirmação, pois não foram publicados testes independentes ou avaliações militares oficiais. O desempenho da arma depende de variáveis atmosféricas e técnicas, como a incidência de chuva, poeira e neblina, além da precisão do rastreamento e da qualidade do feixe. Informações sobre a potência de saída, sistemas de resfriamento e cronogramas de implantação operacional ainda não foram disponibilizadas.

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