Ciência

Pulseira do MIT converte movimentos da mão em comandos digitais para controlar robôs e sistemas virtuais

14 de Abril de 2026 às 06:06

Pesquisadores do MIT desenvolveram uma pulseira com sensores de ultrassom que converte movimentos da mão em comandos digitais. O dispositivo utiliza inteligência artificial para monitorar tendões e músculos, permitindo a interação com robôs e sistemas virtuais. A tecnologia foi testada com voluntários em gestos e linguagem de sinais americana

Pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) desenvolveram uma pulseira com sensores de ultrassom capaz de monitorar movimentos da mão em tempo real e convertê-los em comandos digitais. A tecnologia, detalhada em artigo publicado na revista Nature Electronics em 25 de março de 2026, visa tornar a interação com robôs e sistemas virtuais mais intuitiva e precisa.

O dispositivo, criado nos Estados Unidos, utiliza sensores de tamanho similar ao de um relógio posicionados no pulso. O sistema captura imagens contínuas de tendões e músculos, que são interpretadas por uma inteligência artificial. A lógica do processamento baseia-se no funcionamento dos tendões como "cordas" que controlam os dedos, permitindo que a tecnologia identifique a posição da palma e dos dedos, inclusive em movimentos intermediários, superando as limitações de métodos convencionais.

A eficácia da inovação foi testada com oito voluntários em atividades que variaram de gestos simples à execução das 26 letras da linguagem de sinais americana. Os participantes também manipularam objetos como bola de tênis, lápis e tesoura, e a pulseira previu as posições das mãos em quase todas as ocasiões.

A aplicação prática incluiu a transmissão de dados para robôs, que reproduziram ações humanas com fidelidade, como arremessos em jogos e a execução de músicas simples ao piano. No campo digital, a tecnologia permitiu a interação com ambientes virtuais sem contato físico com dispositivos, possibilitando a movimentação de elementos e a ampliação de imagens por meio de gestos, o que impulsiona a realidade aumentada e virtual.

O desenvolvimento surge como alternativa a sistemas baseados em câmeras, que podem ser obstruídos visualmente, ou luvas com sensores, que limitam a naturalidade do movimento. O objetivo atual da equipe do MIT é reduzir o tamanho do dispositivo e expandir o banco de dados com diferentes anatomias de mãos para refinar a precisão. A expectativa é que a ferramenta transforme o treinamento de robôs em operações industriais delicadas e cirurgias.

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