Ciência

Satélites da NASA capturam nova imagem da Estrutura Richat, visível apenas do espaço

17 de Abril de 2026 às 11:05

Na última quinta-feira (16), a NASA disponibilizou imagens da Estrutura Richat, na Mauritânia, captadas em março de 2026 pelos satélites Landsat 8 e 9. A formação geológica tem 40 quilômetros de diâmetro e cores que variam entre cinza e laranja

Uma nova imagem divulgada pela NASA na última quinta-feira (16) detalha a Estrutura Richat, formação geológica situada no deserto do Saara, na Mauritânia. O registro foi elaborado com dados capturados em março de 2026 pelos satélites Landsat 8 e Landsat 9, evidenciando padrões que se tornam perceptíveis apenas sob a perspectiva espacial.

Com um diâmetro de aproximadamente 40 quilômetros, a estrutura apresenta um formato circular que remete a uma íris gigante, motivo pelo qual recebeu a denominação de “Olho do Saara”. A imagem recente destaca faixas circulares com variações cromáticas entre tons de cinza e alaranjado, cores que indicam a diversidade de rochas presentes na formação e em sua área circundante.

Embora a geometria circular tenha levado pesquisadores a cogitarem, inicialmente, a hipótese de um impacto meteorítico, estudos posteriores comprovaram que a origem da estrutura é fruto de um processo geológico gradual.

O registro da formação remonta à década de 1930, quando geógrafos franceses a descreveram comparando-a a uma abotoadura. No entanto, a compreensão de sua real dimensão ocorreu apenas com o avanço da exploração espacial, especialmente após as fotografias tiradas pelos astronautas Ed White e James McDivitt durante a missão Gemini IV.

Além do interesse geológico, a região do platô de Adrar, no entorno da estrutura, preserva vestígios da presença humana ao longo do tempo, conectando transformações naturais a registros históricos.

A análise da Estrutura Richat a partir do solo não permite a compreensão de sua organização completa. Para a NASA, a tecnologia de satélites é fundamental para a interpretação de paisagens que, apesar de estarem na superfície terrestre, permanecem invisíveis em sua totalidade para quem as observa do chão, permitindo que a escala global transforme a compreensão sobre o planeta.

Notícias Relacionadas