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Estados Unidos investem 105 milhões de dólares para proteger o sistema GPS contra guerra eletrônica

17 de Abril de 2026 às 19:30

A Força Espacial dos EUA contratou a Lockheed Martin por US$ 105 milhões, em 16 de abril de 2026, para atualizar os centros de controle terrestre do GPS. A medida visa evitar bloqueios e ataques de guerra eletrônica. O projeto prevê a adoção da geração GPS IIIF e do sinal M-Code

A Força Espacial dos Estados Unidos formalizou, em 16 de abril de 2026, um contrato de US$ 105 milhões com a Lockheed Martin para modernizar as instalações de controle em solo do sistema GPS. O investimento visa blindar a infraestrutura contra táticas de guerra eletrônica e tentativas de bloqueio por forças adversárias, tratando a proteção do sistema como uma prioridade de defesa nacional e um processo de atualização permanente.

A urgência da medida baseia-se na dependência global do GPS, que sustenta desde a coordenação de operações de combate até serviços civis essenciais. Uma interrupção bem-sucedida nos satélites poderia paralisar redes elétricas, transações financeiras e sistemas de transporte em escala mundial. Embora a Europa, a China e a Rússia operem constelações independentes, a maior parte dos dispositivos civis do planeta utiliza a rede americana como referência primária de posicionamento.

O núcleo técnico da modernização concentra-se na implementação da geração GPS IIIF. Esses novos satélites serão capazes de transmitir sinais com intensidade até 63 vezes superior à dos modelos atualmente em órbita, o que dificulta a falsificação ou o silenciamento dos dados de localização. Para o uso militar, a nova linha contará com o M-Code, um sinal exclusivo desenvolvido para garantir a navegação e a coordenação tática em cenários de conflito com disputa ativa pelo espectro eletromagnético.

A Lockheed Martin, que já finalizou a fabricação da linha GPS III, agora foca na montagem e integração da versão IIIF. No âmbito terrestre, a empresa fornecerá suporte técnico para os lançamentos, monitoramento dos primeiros meses de operação e o desligamento controlado de satélites antigos, que serão substituídos por unidades de maior precisão e resistência.

Este acordo expande uma parceria de mais de dez anos entre a Força Espacial e a fabricante na gestão da infraestrutura de comando. A estratégia reflete a transformação do espaço em um campo de disputa, onde a manutenção da vantagem operacional exige a atualização constante tanto da tecnologia embarcada nos satélites quanto dos centros de controle situados em solo americano.

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